Somos um grupo de pesquisa que assumiu o desafio de expressar diferentes modos de pensar e produzir conhecimento no campo da Saúde Coletiva. Uma comunidade expressiva de experiências como produção de saúde, e da vida, em resistência aos modos priorizados de pensar e agir em saúde.

Banquete


Esse mês voltaremos a fazer uma atividade feita em 2010, e que foi uma das que mais fez sucesso nesses anos, o Banquete! Segue abaixo a descrição da proposta. Pedimos, então, que quem for estar de noite se manifeste, inclusive atendendo ao pedido de anunciar o personagem que assumirá no banquete. Ah! Essa é uma atividade tranquila, é legal se preparar, mas não carece estresse, ok!?

A proposta é, fundamentalmente, reunir amigos em torno de uma mesa para debater a partir de algum provocador.
 
O detalhe deste nosso banquete/debate é que ele contará com um artifício: cada convidado deverá "representar um outro" neste debate, um "outro intelectual". Cada um deverá "incorporar" um pensador de sua preferência, que deverá defender no debate "sua" interpretação (sabida ou presumida) da obra e, daí, "sua" posição perante o conflito moral que ela apresenta.
 
Essa "encenação" é inspirada no texto da Barbara Freitag, no qual ela faz isso mesmo: reúne num banquete para discutir Antígona e, mais especificamente, o conflito moral dramatizado, alguns pensadores. No caso: Aristóteles, Kant, Hegel, Piaget, Kohlberg e Habermas (segue em anexo para quem se interessar em ler.
 
Para disparar o debate usaremos o documentário "Sonhos em Movimento", mas no nosso banquete comparece qualquer outro pensador ou, se justificado, um outro "personagem". 

Recomendamos que assistam ao video previamente para se "preparar" para o banquete.
Só não vale ser você mesmo!
Recomenda-se também que se evite "convidar" para este banquete/debate "personagens" fracos e tristes, que possa decompor a potência do encontro entre os comensais.
São muito bem vindos, além do grupo convidado pela Barbara Freitag, outros "personagens" como Freud, Marx, Weber, Tarde, Nietzsche, Espinosa, Deleuze, Lourau etc., mas também, um "gestor público" ou um "trabalhador de uma equipe de SF", ou ainda, Dionísio, Apolo, Zaratustra, Buda ou Jesus Cristo (entendidos, é claro, como "personagens conceituais"). São apenas ideias para atiçar a imaginação criativa de cada um...
 
O que é essencial:
(1) que todos sejam "outros" (o "si mesmo" está fora da brincadeira!);
(2) que o "personagem" seja forte e alegre, com espírito de composição com os demais (é parte importante da proposta que exercitemos a "arte da conversação");
(3) que, em princípio, não haja mais de uma "versão" do mesmo "personagem" (vamos evitar que haja 4 Espinosas, 3 Nietzsches e 2 Deleuzes, por exemplo. Para isso, seria legal que acertássemos aqui, nesta lista, quem serão os "personagens" do banquete!)
(4) que o "personagem" seja previamente trabalhado, especialmente na perspectiva do tema que será discutido (evitar "espontaneismos" e tratamento superficial ou estereotipado do "personagem intelectual").
 
Obviamente, a riqueza que poderemos degustar coletivamente neste banquete dependerá do envolvimento e investimento de cada um...


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Reduzindo danos e ampliando a clínica: desafios para a garantia do acesso universal e confrontos com a internação compulsória